sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Informativo

Transmissão Vertical do HIV

O maior índice de transmissão vertical ocorre durante o trabalho de parto
A transmissão vertical é a infecção pelo vírus HIV passada da mãe para o filho, durante o período da gestação (intrauterino), no parto (trabalho de parto ou no parto propriamente dito) ou pelo aleitamento materno. 

Logo que a AIDS foi descoberta os indivíduos mais acometidos caracterizavam-se por serem homens e homossexuais; com a disseminação do vírus houve juntamente a feminização, aumentando consideravelmente o número de mulheres portadoras do vírus HIV.

Com isso, as crianças também começaram a ser diagnósticas como portadoras do vírus, principalmente por meio da transmissão vertical ou materno-infantil. Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro caso de transmissão vertical do vírus HIV foi diagnosticado em 1985 e os dados do boletim epidemiológico do período de 1980 a 2006 demonstraram que esta via de infecção foi responsável por 78,1% do total de crianças acometidas pelo vírus HIV menores de 13 anos.

O maior índice de transmissão vertical ocorre durante o trabalho de parto ou no momento do parto, totalizando cerca de 65%, enquanto os demais 35% ocorrem intraútero, principalmente nos últimos meses de gestação e pela amamentação considerada um risco adicional, sendo que o risco de transmissão pela amamentação chega a 30% quando a mãe é infectada pelo vírus durante o período de aleitamento.

Visando diminuir o número de infecções pelo HIV pela transmissão vertical, vários estudos foram feitos e comprovou-se a eficácia da utilização dos antirretrovirais na gestante e no recém-nascido como meio de profilaxia para o não desenvolvimento da soroconversão do filho da mãe portadora do HIV.

Entretanto, antes do tratamento ou profilaxia é necessário o diagnóstico da paciente ainda na fase de gestação. Desta forma, as recomendações do Ministério da Saúde (2007) instruem que todas as gestantes devem ser estimuladas a realizar o teste anti-HIV na primeira consulta de pré-natal e se possível no início do terceiro trimestre de gestação, sendo admissível a utilização de testes rápidos se necessário.

Os testes sempre serão precedidos de aconselhamento pré-teste e pós-teste, juntamente com o consentimento da gestante. Para as gestantes que chegam à maternidade sem testes anti-HIV ou sem o resultado da sorologia é recomendada à realização do teste
 rápido para diagnóstico.

Segundo Araújo, Farias & Rodrigues (2006), o diagnóstico precoce do HIV deve ser alcançado especialmente pelas Unidades Básicas de Saúde da Família em virtude dessas serem responsáveis por garantir uma boa cobertura pré-natal e pelo acesso geográfico da população em relação à unidade.
 

Sendo que o acompanhamento pré-natal adequado de uma gestante portadora do HIV é iniciado pelo aconselhamento pós-teste e o apoio emocional no enfrentamento do resultado para consigo e a família.
 

Szwarcwald (2003) verificou em um estudo que a adesão das gestantes à realização do teste anti-HIV ainda é pequena, sendo considerada baixa a realização da testagem no período pré-natal, sugerindo que existem limitações para a realização do aconselhamento e testagem na atenção básica.
 

Assim, é importante atentar que há gestantes HIV positivas que fazem uso de Antirretrovirais (ARV) por seu estado imunológico/clínico (TARV-Tratamento) e outras que ingerem os ARV como meio de profilaxia da transmissão vertical sendo que nesta segunda condição a paciente é avaliada após o término da gestação (duas semanas) para retirada dos ARV por profissional especializado.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado
 
http://www.portaleducacao.com.br/enfermagem/artigos/30937/transmissao-vertical-do-hiv?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=47249484&utm_campaign=Top%2010%20-%20062%20-%20Enfermagem&utm_term=_02bj5.cbp.f.wb09.ga.a.f.was.f2.yzlmd#ixzz2L1LJfglW

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Informativo



09.01.2013Especialização gratuita em cuidados pré-natalA Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB) oferecem 300 vagas em cuidados pré natal para enfermeiros, nos polos de apoio da UAB.
Com 382 horas de aulas teóricas, o curso tem duração de um ano e o início está previsto para 18 de março de 2013. As aulas serão ministradas à distância e haverá um encontro presencial obrigatório no polo onde o aluno estiver matriculado para entrega e apresentação do trabalho de conclusão de curso.

Os pólos de apoio são os de Itapetininga, Jandira, Campinas, Diadema, Santos e São José dos Campos (50 vagas para cada um dos polos). Os pré-requisitos para a inscrição são ser graduado em Enfermagem em curso reconhecido pelo MEC e não estar matriculado em outro curso de especialização da UAB no mesmo período.

Para mais informações de como se inscrever para participar do processo seletivo para o preenchimento das vagas, acesse o edital: http://www.unifesp.br/denf/Especializacao/Prenatal/Edital_prenatal_2013.pdf

Fonte: Comunicação/COREN-SP
http://www.nursing.com.br/article.php?a=1634

Revista Saúde Coletiva 1

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Notícias

Ações para aumentar expectativa de vidaO governo brasileiro vem investindo em políticas de saúde para aumentar a longevidade e garantir qualidade de vida. O relatório Global Burden of Disease Study 2010 (GBD 2010), publicado no The Lancet, um dos jornais médicos mais respeitados da Inglaterra, revelou que a população de todo o mundo tem vivido mais, que a mortalidade infantil apresentou queda, porém as pessoas têm levado um estilo de vida menos saudável.

“O grande esforço do Ministério da Saúde, além de continuarmantendo o aumento da expectativa de vida, é incorporar qualidade a esses anos que estamos ganhando. Lançamos, em 2011, o Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, justamente, em resposta a esse cenário”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O estudo teve a colaboração de 486 autores de mais de 50 países e levou cinco anos para ser concluído.O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, foi um dos entrevistados da publicação. “O SUS está atento à prevenção das doenças crônicas e à diminuição dos fatores de risco, como sedentarismo, alimentação não-balanceada e tabagismo. Com isso, teremos idosos e adultos mais saudáveis, diminuindo a prevalência dessas doenças”, destacou o secretário.

Ele explica que o aumento da expectativa de vida é reflexo da redução da mortalidade infantil e da mortalidade precoce de crianças e jovens. “Os estudos de mortalidade e inquéritos de morbidade são essenciais para subsidiar as políticas públicas. Hoje, temos uma série de ações que não existiam há alguns anos atrás. Quanto mais a população envelhece, mais o Sistema Único de Saúde (SUS) se esforça para oferecer programas que promovam melhoria nos hábitos de vida dos brasileiros.”, ressalta o secretário.

trabalho foi conduzido pelo Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, e reforça tendências já observadas pelo Governo Federal: uma em cada quatro mortes no mundo foram causadas por doenças cardíacas ou acidente vascular cerebral (AVC). Somente em 2010, as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por mais de 320 mil óbitos no Brasil.


Fonte: Portal da Saúde
 

Curativo

NoticiasEnviar esse Artigo
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Úlceras por pressão
feridas superficiais
Abrasões
Queimaduras superficiais
Áreas doadoras de enxertos
Incisões cirúrgicas ou laparoscópicas

Fonte: 3M
 

http://www.nursing.com.br/article.php?a=1638

Enfermagem e Carnaval


DSTs/AIDS e carnaval

Durante o carnaval, talvez pela maior ingestão de bebidas alcoólicas, talvez pela "euforia" causada pela folia, as pessoas expoem-se a DSTs/AIDS por fazerem sexo sem proteção. 

O profissional de enfermagem pode atuar na prevenção das DSTs/AIDS, antes, durante e depois o período de folia, trabalhando a conscientização e o conhecimento dos cidadãos em relação às formas de contágio. Se a contaminação já ocorreu, os profissionais de enfermagem estão inseridos nos programas de saúde pública para tratamento e controle de tais doenças.

Para saber mais sobre os programas do Ministério da Saúde, acesse a página doDepartamento de DSTs, AIDS e hepatites virais.


Estados graves de embriaguez, comas alcoólicos e carnaval

Durante o período de carnaval é muito comum que os foliões percam o controle da quantidade de bebida ingerida. Em alguns casos, pode ser necessário o atendimento por profissionais de saúde para reverter o estado de embriaguez.

Álcool em excesso no organismo pode gerar labilidade emocional, tremores, demora no raciocínio e tomada de decisões, agitação, convulsão, andar instável, hipotermia, náuseas, vômitos, hiperemia ou palidez, miastenia e até mesmo coma.

Paciência é característica primordial àquele que atende uma pessoa embriagada. Pode ser necessário que o profissional de enfermagem auxilie e/ou realize os seguintes procedimentos, sob prescrição médica: lavagem gástrica, oxigenação, administração de glicose endovenosa e tiamina intramuscular, suporte ventilatório mecânico ou até mesmo hemodiálise. É imprescindível observação dos sinais vitais e a manutenção dos mesmos em um nível desejável.

Emergências e urgências de carnaval

Em primeiro lugar, cabe explicitar a diferença entre EMERGÊNCIA e URGÊNCIA. Enquanto a primeira acontece imprevisível e subitamente, necessitando de solução imediata para não causar danos irreversíveis ou morte à pessoa, a segunda é de aparecimento rápido, mas não é imprevisível e súbita, precisando de solução a curto prazo (e não necessariamente imediata) para evitar o pior.

Durante o período de carnaval, as emergências/urgências mais comuns são*:

  • Traumas (principalmente os ocasionados por acidentes automobilísticos).
  • Lesões oriundas de agressões.
  • Lesões por arma branca.
  • Lesões por arma de fogo.
  • Estados graves de embriaguez e comas alcoólicos.
  • Intoxicações alimentares.
Cabe ao profissional de enfermagem colaborar, dentro de suas atribuições profissionais, com a intervenção mais rápida possível, a fim de restabelecer as boas condições de saúde da pessoa atendida, evitando sequelas e outros danos graves, bem como, obviamente, a morte. O atendimento  pode se dar antes do individuo chegar à unidade de saúde (pré-hospitalar) ou na própria unidade (hospitalar). Em ambos os casos pode haver atuação das categorias de enfermagem.

Traumas, colisões com/entre automóveis e carnaval

Traumas são lesões corporais que podem ser causadas por diversos fatores externos, como agressões, quedas, atropelamentos, colisões entre veículos automotores, entre outros. Nesse post, será abordada a assistência de enfermagem aos traumas oriundos de acidentes entre/com automóveis e deles resultam principalmente os traumas ósseos.

As fraturas são descontinuidades ósseas, podendo haver somente o "corte" do osso (fraturas lineares) ou dilaceração do osso em vários seguimentos (fraturas cominutivas). A fratura pode exteriorizar-se través dos tecidos ou pele (fratura exposta ou aberta) ou manter-se no interior do corpo (fratura fechada).

No atendimento pré-hospitalar de um indivíduo vítima de um acidente onde haja suspeita e/ou certeza de fratura, as seguintes atitudes devem ser tomadas:
  • Garantir a estabilidade circulatória, ventilatória e neurológica da vítima.
  • Proteger tecidos expostos com gaze que, nos casos de espículas ósseas, deve ser preferencialmente embebida em solução salina fisiológica.
  • Imobilizar a lesão, com quatro pontos de fixação, seguindo a regra: acima e abaixo da fratura e acima e abaixo das articulações mais próximas. Não se deve tentar reposicionar o osso, visto que isso é função exclusivamente médica.
  • Se possível, elevar o membro atingido.
  • Em caso de suspeita de lesão na coluna vertebral, jamais encaminhar a vítima ao hospital sem a imobilização adequada.
Na unidade hospitalar, cabe ao profissional de enfermagem:
  • Estabelecer acesso venoso para reposição de fluidos corporais perdidos.
  • Realizar limpeza e curativo nas lesões.
  • Manter a vítima em repouso.
  • Preparar o fraturado para possíveis exames e procedimentos.

Intoxicações alimentares e carnaval

Diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais (fatores combinados ou separados), de início súbito, após a ingestão de alimento contaminado, podem caraterizar uma intoxicação alimentar.

Entre os cuidados de enfermagem destaca-se garantir a hidratação da pessoa atingida pela intoxicação. Essa hidratação pode ser oral ou venosa. Também pode ser necessária a administração de sintomáticos, sempre prescritos.

http://www.enfermeiradigital.com


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Divulgação

COREN-MG divulga Cursos de Especialização na Área de Saúde (UNIS/MG)‏


A Gestão de Pós-Graduação do Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS/MG), considerado o melhor Centro Universitário de todo estado de Minas Gerais, informa que as inscrições para seus cursos de especialização na área da saúde estão abertas. São vários cursos na modalidade presencial e à distância, não perca mais tempo e inscreva-se já, apoveitando condições especiais para os enfermeiros.