sábado, 2 de fevereiro de 2013

Dengue

01/02/2013 16h16- Atualizado em 01/02/2013 16h22

Vigilância intensifica combate à dengue e pede apoio à população

Uberlândia foi uma das cidades mineiras que conseguiu enfrentar por mais tempo o avanço da dengue, em 2013. Mas, a realidade enfrentada por várias regiões do Estado, que já registra cerca de 20 mil casos, contra os seis mil no mesmo período do ano passado, se repete no município.

Nesta sexta-feira (1º), a Vigilância em Saúde de Uberlândia informou que trabalha em um cenário de epidemia, desde a quarta semana epidemiológica do ano (30/12/2012 a 26/01/2013). Nesse período, foram notificados 380 casos no município, o que representa um índice de infestação de 60 casos por 100 mil habitantes. Em 2011, no mesmo período, foram registrados 128 caos e em 2010, 191.
Rosuíta Fratari Bonito, diretora de Vigilância em Saúde, explica que a doença apresenta picos de alta a cada dois anos e além disso, há circulação do vírus tipo 4 em Minas Gerais. Não existe um tipo de vírus que afete mais o organismo humano, mas a circulação deste sorotipo pode trazer um aumento na transmissão da doença. “Esse vírus não circulava no país há várias décadas. No ano passado, o DEN 4 esteve em vários estados, mas não na região de Uberlândia. Nossa população, por não ter tido contato com a doença, está mais suscetível a doença”, explicou Rosuita Bonito. O apoio e trabalho para o exame de isolamento viral, determinado pelo Ministério da Saúde, em casos de epidemia já foi solicitado pela Secretaria Municipal de Saúde à Gerência Regional de Saúde.
“O poder público está fazendo sua parte: Município, Estado e o Governo Federal investiram recursos humanos e financeiros. Agora, é fundamental que a população faça sua parte. Segundo dados do Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypt (LIRAa), 96% dos focos estão dentro dos domicílios. Precisamos que a população elimine a água parada”, conclamou Rosuita.
MEDIDAS
Para combater o avanço da doença e da proliferação do mosquito transmissão da doença, a vigilância em saúde intensificou os trabalhos de visitas às residências, principalmente nos bairros onde há o maior registro de transmissão: Luizote de Freitas, Planalto, Tocantins, Martins e Osvaldo Rezende. “Neste momento, os agentes realizam o trabalho denominado raio, que é a pulverização do veneno contra o mosquito com bombas costais, em um raio de até 300 metros do endereço da pessoa que contraiu a dengue. Os carros de fumacê também estão fazendo os ciclos duas vezes por nesta região”, explicou Rosuita, O pedido de reforço para mais veículos fumacê já foi feito.
ATENDIMENTO
Segundo Rosuíta Fratari a rede pública está preparada para receber os pacientes com suspeita de dengue. A população deve procurar o médico em caso de febre, dor no corpo, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náusea e vômito. Ainda ter cuidado maior quando os sintomas aparecerem com dor abdominal o que pode ser sinal de gravidade. “Não há necessidade de confirmação de dengue para que se inicie o tratamento, que deve ser o mais oportuno possível para que consigamos evitar que os casos evoluam para forma grave da doença e cheguem a óbito”, explica Rosuita.
  • http://www.uberlandia.mg.gov.br


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